Inspirações
22/05/2012
Voltando às atividades normais do blog, aqui estão algumas imagens lindas pra inspirar essa terça-feira chuvosa. =)
(Clique na imagem para ampliar)
Sala grande e cheia de luz (foto daqui)/ Cabelos displicentemente trançados (foto daqui) / Parede cheia de quadros e azulejos (foto daqui) / Salada de uva com pepino (foto daqui) / Latinhas para cotonete (foto daqui) / Flores de papel (foto daqui)
O lado negro da história
21/05/2012
Cara de intelectual pra disfarçar a boca torta
Bom, agora que já falamos da parte dramática, todo mundo se ama, a vida é bela, blá blá blá, vamos pra parte engraçada (para os outros) dessa história: a minha cara. É, ela está torta e as pessoas se agarram ao drama da situação pra não rirem (eu sei, pessoas, que no fundo todo mundo queria rir do meu sorriso de coringa).
Segundo minha prima sincera, eu estou com cara de vilã da novela das oito, com aquele sorriso diabólico de canto de boca. Já pra meu namorado, eu não estou com paralisia facial, mas sim minha máscara caiu. Pra ele, todo sorriso sarcástico e meia boca que eu sempre quis dar nas mais diversas situações e era camuflado pelas normas de boa conduta, agora está liberado.
Outro problema! Eu não posso ficar muito tempo encarando nenhuma pessoa do sexo masculino (ou feminino, dependendo do gosto) sem que ela ache que eu estou dando em cima! O motivo? Meu olho direito não fecha, então quando eu pisco só o olho esquerdo obedece e fica parecendo que estou sensualizando com meu interlocutor. Problema monstro.
Falando em sensualizar, e na hora de fazer bico pro beijinho? Todo torto! Brochante total. Rapha merece um prêmio. Tirar foto é outro problema. Só rola se for de perfil ou se eu tiver apoio no braço pra poder levantar a boca, tipo fazendo charme com a mão no queixo, sabe? Cara de intelectual? Aí rola. Se não, esquece. Meus filhos só vão ver fotos minhas simétricas, e ponto.
E pra maquiar, minha gente?? O batom só sai certo em metade da boca, o blush não tem demarcação do lado direito porque a bochecha não sobe e passar rímel se transformou em missão de guerra com direito a pincel dentro do olho, pestanas borradas e corretivo todo manchado.
Aí sujou e você tem que lavar. Mas como é que joga água na cara se o olho não fecha??!!! E tome-lhe água e sabão nas córneas!! Sai a pessoa doida do banheiro achando que foi dessa vez que ela ficou cega ou parecendo que tá com conjuntivite atrás do colírio (aja colírio).
Por falar em inconveniente, outro desastre é sair no sol sem óculos escuro. Você já pensou o que é essa claridade de Salvador nas suas fuças e você só conseguir enrugar um olho? Dá raiva, dá ódio, dá vontade de fechar a pálpebra a força ou sair de tampão no meio da rua!
Aaaah, já ia esquecendo do tampão. Pois é, eu hoje durmo de tampão. Aquele mesmo que eu sacaneava minha prima (a sincera) quando éramos criança. Deve ter sido praga. Só pode. Agora pense na situação do boy quando acorda cheio de amor pra dar e se depara com uma louca de tampão cheio de pomada melecada no olho?? Brochante total 2! Rapha merece vários prêmios.
Mas nem tudo está perdido, meu caros amigos!! A esperança reside nos árduos trabalhos de fisioterapia e fonoaudiologia, que já estão dando resultados! Só que para isso, eu tenho que fazer muitos exercícios. E quando eu digo muitos, são muitos mesmo. Tipo 100 repetições em cada região do rosto, seis vezes por dia. Porém, como a vida da pessoa aqui já voltou ao normal, não tem como ficar bonitinha na frente do espelho de casa obedecendo a fono, né? O que me resta então é fazer isso no trabalho, no trânsito, no banheiro do shopping, etc. Só que as pessoas ao meu redor não sabem o meu histórico e tudo que elas vêem é uma louca fazendo caretas na frente do espelho. Ridículo. Patético. Constrangedor.
Enfim, esses são apenas alguns dos muitos inconvenientes de estar com metade do rosto adormecido. Espero muito que essas po*#@s desses exercícios resolvam logo meu problema porque tá difícil exercitar toda minha evolução espírito-psico-emocional assim!
É fato, só dar pra ser evoluída com glamour.
30 dias
16/05/2012
A essa hora, exatamente um mês atrás, eu estava tentando pegar no sono no leito 1617 do Instituto do Câncer de São Paulo. Dentro de algumas horas um baiano muito simpático chegaria no meu quarto com uma maca toda modernosa para me levar pro centro cirúrgico. No caminho, ele teria a difícil missão de tentar fazer com que eu parasse de chorar e acreditasse que tudo daria certo. Mal sabia ele que eu realmente acreditava que tudo daria certo, mas não era por isso que deixaria de ficar apavorada naquele momento.
Nessa hora, há exatamente um mês, eu não sabia o que iria acontecer comigo no dia seguinte, nem como eu acordaria depois que o anestesista suspendesse a medicação. Eu ainda não sabia que acordaria de vez de um pesadelo que foi tão curto quanto intenso, e que deixou marcas em mim e em todos que estavam ao meu redor.
Exatamente um mês atrás eu estava rezando como nunca havia rezado, com uma fé que nem sabia que existia dentro de mim, mas que brotou junto com todo o amor que eu nunca tinha pensado ter ao meu redor. Eu estava prestes a descobrir que toda a energia positiva destinada a mim tinha funcionado e que eu estava finalmente livre de todos os problemas.
Ali, com uma vista espetacular do Pacaembu, eu aguardava as horas que iriam mudar minha vida, e me fariam uma pessoa melhor. Há exatos 30 dias, eu sentia medo, angústia e uma ansiedade que beirava o insuportável.
Se soubesse o que aconteceria no dia seguinte, certamente não estaria assim. Ao contrário. Se eu soubesse, no dia 16 de abril, que dali a algumas horas estaria curada e sem nenhuma sequela (a não ser uma leve paralisia temporária no lado direito do rosto), eu estaria simplesmente agradecendo.
Agradecendo pela família incrível que me foi dada, tão grande e cheia de amor que é capaz de fazer qualquer um se sentir forte como um touro, inabalável. Avós, tios, tias, primos e primas que fizeram o papel de anjos da guarda, cães de guarda, escudeiros.
Estaria agradecendo pelos amigos maravilhosos, que me fizeram sentir a pessoa mais querida, amada e cercada de amor. Amigos que escolheram ficar do meu lado, me lembrando diariamente que eu nunca estaria sozinha e que enquanto eles estivessem por perto eu nunca ficaria triste.
Se soubesse o que estava prestes a acontecer, eu agradeceria o amor que surgiu no meu caminho e que me mostrou que eu continuaria sendo linda e amada, independente de qualquer coisa. Que estaria ao meu lado na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, mesmo sem nunca ter me prometido nada disso.
Há um mês, eu estaria agradecendo aos irmãos que Deus me deu, que são “minha ponte com o passado e minha ligação com o futuro”, e que sempre estarão comigo para rir das nossas próprias tristezas e chorar de felicidade com as nossas alegrias.
Porém, mais do que tudo, eu estaria agradecendo por minha mãe e por meu pai, que como dois leões defenderam sua cria com unhas e dentes, com o amor mais visceral e incontestável que alguém pode sentir. Com eles ao meu lado, não tinha como não dar tudo certo. Eles fizeram tudo dar certo. E, mais uma vez, eu devo minha vida a eles. Uma vida que só tá começando, e que já é maravilhosa.
Um mês atrás, eu não sabia o quanto eu era feliz.
Instagrando da semana
09/05/2012
Tempo, tempo, tempo, tempo
08/05/2012
Acalma, menina. Tudo acontece no tempo certo. Aproveita o tempo de hoje e deixa que o de amanhã logo vai chegar. Ele sempre chega…
“Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo tempo tempo tempo
Quando o tempo for propício
Tempo tempo tempo tempo…
De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo tempo tempo tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo…”
Pirambeira
13/04/2012
Eu lembro que na época em que fazia corrida de aventura, o pior momento era subir uma pirambeira de bicicleta. As pernas doíam, os músculos queimavam, os braços tremiam, a visão ficava escura, eu suava frio e muitas vezes chegava a passar mal no final da ladeira (ou até mesmo no meio dela). Mas, apesar das dificuldades, eu sabia que se descesse pra empurrar bicicleta ladeira acima seria ainda pior. O melhor mesmo era enfrentar aquele sofrimento e respirar aliviada quando ele chegasse ao final (na verdade “respirar” já era suficiente nessas horas). Pra isso eu usava uma técnica que era infalível: não pensar, só pedalar. Só. Uma pedalada depois da outra. Concentração total naquele momento, sentindo cada fisgada e controlando cada respiração.
Era assim que, quando eu percebia, a ladeira já tinha acabado. E agora, que eu estou prestes a subir a ladeira mais longa e inclinada da minha vida, é só nisso que eu penso. Uma pedalada depois da outra. Com tanta concentração no que tem que ser feito que não sobra espaço pra pensar na dor. Com certeza vai ter muita gente pra me empurrar e dar uma rebocada quando a perna tremer mais. Mas eu sei que é só manter esse ritmo que já já vem a parte boa: quando você chega no topo da montanha e se prepara para descer alucinada um downhill incrível, com o vento no rosto e a adrenalina merecida depois de tanto esforço.
Pode vim, piramba, tô pronta pra você.
Foto daqui
Como as escolas acabam com a criatividade
02/04/2012
Assistam. Vale a pena.
“Eu acredito que nossa única esperança para o futuro é a adoção de uma nova concepção de ecologia humana, uma em que começamos a reconstituir nossa concepção da riqueza da capacidade humana. Nosso sistema educacional explorou nossas mentes como exploramos a terra: em busca de um recurso específico. E para o futuro, isso não serve. Temos que repensar os princípios fundamentais que baseamos a educação de nossas crianças.”
Pra você que começou a dieta hoje…
02/04/2012
Hoje é sexta!!
23/03/2012
Empurrãozinho
21/03/2012
Sabe aquelas coisas que só acontecem em novela ou que você vê nos jornais e sempre acha que pode acontecer com as outras pessoas, mas nunca com você? Poizé, elas acontecem…
Há algumas semanas minha vida deu um duplo twist carpado e me fez ver que nada nesse mundo é certo. Certo no sentido de certeza, e não de correto, porque também ando vendo que não temos nenhuma condição de saber o que é correto e o que é errado no que diz respeito ao que está esperando por você nos próximos capítulos.
Pra quem não sabe, alguns dias antes de embarcar pra Barcelona, onde eu faria uma pós-graduação em comunicação digital, eu descobri que estava com câncer. Mais especificamente um “carcinoma adenóide cístico”, um tipo raro de câncer maligno que, no meu caso, se desenvolveu na parótida, que é uma glândula que fica do lado da orelha e uma das responsáveis por produzir saliva.
É… Isso mesmo… Eu, com 24 anos, cheia de planos e de malas (literalmente) prontas, tive que rebobinar tudo e mudar totalmente de direção.
Por que estou contando isso aqui (levando em consideração que esse é um assunto extremamente pessoal)? Porque isso tudo tem feito nuvens carregadas que rondavam meus pensamentos sumirem e darem espaço a um céu azul e muito, mas muito claro. Onde é possível enxergar que pessoas que te amam e que você ama é a única coisa que importa de verdade nessa vida. São elas as únicas capazes de fazer qualquer caminho ficar mais seguro e agradável, como uma armadura que vai abrindo os espaços e quebrando os espinhos. São elas que te protegem, te abrigam, te aparam, que cuidam de tudo por você, e que fazem piadas e compram coisinhas gostosas para você se sentir melhor, sem saber que é o simples fato delas existirem em sua vida que faz realmente você se sentir melhor (mas não quer dizer que os denguinhos e docinhos não tenham seu lugar de destaque, ta? Não me oponho…).
Só agora eu consigo ver com uma clareza absurda que certas coisinhas são só coisinhas, e que não tem absolutamente nenhum sentido se prender a isso como se fosse algo importante. O importante é ter saúde, ter família, ter amigos e ter amor. Quem tem isso não precisa de mais nada.
Sim, estou com medo e tenho que me controlar diariamente para não pensar no “e se…”. Mas medo não é problema. Medo faz parte do jogo. O negócio é ganhar dele. E quando isso acontece, você fica mais forte e vê que seus limites estão muito além do que você imaginava, como em uma corrida de aventura ainda mais real. Não é isso que determina seu nível de felicidade. São aquelas pessoas de quem eu falei lá em cima que ditam isso. E se for assim, meus amigos, eu posso assegurar que sou a pessoa mais feliz do mundo!
Resumindo, sabe aquela coisa de “um empurrão faz você ir pra frente”? É por aí. Levei um empurrão, e to catando ficha até agora, mas to sentindo que quando as coisas voltarem ao normal estarei metros à frente de onde estava antes desse vendaval. E espero profundamente poder retribuir todo esse amor, que jamais imaginei receber com tanta intensidade e de tanta gente, da forma mais sincera e verdadeira possível.
E espero também que você, que está lendo isso agora, nunca precise receber um empurrão desses para descobrir essas coisas. Em vez disso, aproveite. Mas não é pra aproveitar amanhã. É hoje, é agora, é a todo o momento. Esqueça as pequenas apurrinhações, elas são pequenas! Pare de tentar controlar tudo. Coloque na cabeça que você não controla nada, nem a sua vida, quanto mais a dos outros! Let it be! Carpe Dien! Enjoy! Não deixe nada pra amanhã! Ame, ame muito! Diga mais “sim” do que “não” e não deixei nunca que alguém que você gosta não saiba disso.
É, eu sei, isso está parecendo um texto de auto-ajuda. Me perdoem por tantos clichês, mas eles fazem mais sentido do que nunca… Bom, vamos deixar de lenga-lenga, o recado está dado. Se não for pedir muito, quem for de reza, reze por mim. Quem for de palavras, mande algumas para mim. Quem for de amor, me ame muito! Mas não faça tudo isso só pra mim. Pode ter certeza de que outras pessoas também vão ser mais felizes se receberem isso de você.
Foto daqui (alterada)
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*Update!





